JOSÉ ANTONIO LEME

30/11/2019 - 8 minutos de leitura. Atualizado: 02/12/2019 | 10:15

Nova Ducati Diavel 1260S mantém esportividade, mas agora com controle

Segunda geração da Ducati Diavel 1260 chega ao País por R$ 94.900 na versão S e está melhor graças a eletrônica

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DUCATI DIAVEL 1260S Crédito: MARIO VILLAESCUSA/DUCATI
Carro

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A Ducati é reconhecida por ter “aquela pimenta” extra em qualquer de suas motos. Quando mostrou a primeira geração da Diavel, em 2011, a marca já fez um barulho e tanto por mostrar um modelo de conceito diferenciado, fora dos padrões da marca, mas ainda com uma tocada esportiva.

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MARIO VILLAESCUSA/DUCATI

Da antiga geração poucas peças restaram: guidão, para-lama dianteiro, suporte de placa e a alça de apoio do garupa, que tem um método bem complicado de abrir ou fechar. É preciso tirar o banco com a chave e puxar uma alavanca para liberar a peça.

No visual, a Ducati manteve o padrão “moto bombada”, mas com mais refino. A aparência é de que a primeira geração era o rascunho, enquanto a nova Diavel é a arte finalizada. O aspecto muscular foi mantido, mas mais refinado, inclusive as entradas de ar na dianteira, nas laterais do tanque.

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MARIO VILLAESCUSA/DUCATI

O banco usa revestimento de alcantara, para garantir mais grip que o couro convencional para quem pilota e também o garupa. O acabamento das peças plásticas é de qualidade e abusa também da genialidade do design italiano para dar toques de arte em detalhes como o botão de partida.



Os comandos da Diavel estão localizados ao alcance das mãos e não é preciso muito para se entender e encontrar cada função da moto. É intuitivo. O maior senão do modelo é o painel de instrumentos. Apesar de ser funcional e completo com a tela de TFT colorido, sob o sol do Brasil por causa da inclinação fica impraticável enxergar as informações. Então uma pequena cobertura ou uma inclinação maior seria adequada para melhorar a visibilidade.

A Diavel 1260S, que é a versão de topo, traz itens que a versão de entrada (não oferecida no Brasil) não contempla. As suspensões dianteira e traseira são Ohlins 100% ajustáveis, as rodas são usinadas e as pinças de freio são da grife Brembo da série M50, a versão mais topo do freio.

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MARIO VILLAESCUSA/DUCATI

Ela traz ainda, o quickshift Up and Down, que permite trocar as marchas sem acionar o manete de embreagem para subir e descer marchas, LEDs diurnos e interface para integração a smartphone. De série tem ainda chave presencial e luzes de LEDs no farol e lanterna.

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O antigo comportamento, mais “cabeçudo”, onde a resposta ao acelerador era “8 ou 80”, sem um meio termo, foi mitigado. Agora é possível controlar a resposta linear do acelerador, entregando exatamente quando se deseja.

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MARIO VILLAESCUSA/DUCATI

Mas o principal dessa mudança está na baixa velocidade, situação em esse comportamento agressivo sem rédeas do motor ficava mais latente. Agora, no uso urbano é possível trabalhar com linearidade, já que a resposta ficou equilibrada.

São três modos de condução: Urban, Touring e Sport, que alteram não só a entrega de potência, mas também os níveis de intervenção da eletrônica robusta: controle de tração, controle de wheeling (evita que a moto empine) e intervenção do ABS. Mais refinada, essa eletrônica também ajudou a deixar a Diavel mais “palatável” a diversos gostos.

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MARIO VILLAESCUSA/DUCATI

A ciclística também melhorou. A posição de guiar continua confortável. O banco centralizado e baixo com o guidão levemente recuado casa com as pedaleiras posicionadas mais atrás, ao estilo de motos naked. O banco é largo para piloto e garupa.

Com seus 244 kg de ordem de marcha, a Diavel 1260S parece lenta e pesada, mas é o oposto. O modelo é fácil de fazer curvas, inclina como uma esportiva e faz mudanças de trajetória com rapidez. Comparando com a irmã, a XDiavel, que tem pedaleiras avançadas e guidão mais largo, a Diavel 1260S é uma opção melhor para viagens pela posição mais confortável.

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DUCATI

 

PRÓS E CONTRAS – DUCATI DIAVEL 1260S

PRÓS – ELETRÔNICA

A eletrônica mais robusta ajudou a nova Diavel a ter uma resposta mais gradual em todas os modos de condução, sem matar a esportividade do modelo.

CONTRA – PAINEL

O painel colorido de TFT é bem completo e bem diagramado, mas a visualização das informações fica prejudicada porque a luz do sol bate e fica impossível de ler qualquer

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