Redação

03/08/2020 - 5 minutos de leitura. Atualizado: 04/08/2020 | 11:02

Gasolina registra alta de 4,44% no Brasil em julho

João Pessoa (PB) e Curitiba (PR) foram as únicas cidades com gasolina abaixo de R$ 4. Derivado do petróleo inaugura novo limite de octanagem a partir de hoje

gasolina
Gasolina está mais cara e tem novas regras para limite de octanagem ROM Crédito: Dida Sampaio/Estadão
Carro

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O preço médio do litro de gasolina ficou 4,44% mais caro, no Brasil, em julho, na comparação com o mês anterior. De acordo com levantamento realizado pela ValeCard, a alta foi consecutiva (junho e julho), somando 7,78% em relação a maio – quando custava R$ 4,01.

O combustível, aliás, vinha sofrendo quedas consecutivas entre janeiro e maio. Hoje, o valor médio da gasolina é de R$ 4,32, aponta o estudo. O principal motivo do aumento é a retomada das atividades econômicas após a crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Com o afrouxamento das restrições, os carros voltaram a circular e, como manda a lei da oferta e da procura, o preço subiu.

Por falar em salto, algumas capitais abusaram do bolso do consumidor e elevaram seus preços em quase 10% no período. É o caso do Rio Grande do Norte, com 9,49% a mais no preço da gasolina. Por outro lado, Amazonas (-3,99%) foi o único Estado a registrar queda no valor do combustível no respectivo mês.

João Pessoa tem a gasolina mais barata do Brasil. No estado, o motorista desembolsa média de R$ 3,97. Aliás, a capital paraibana e a cidade de Curitiba (PR) – que cobra R$ R$ 3,99 pelo litro da gasolina – são as únicas capitais com preços inferiores a R$ 4.

Na outra ponta, Rio Branco (AC) foi a capital que registrou maior preço médio da gasolina em julho: R$ 4,78.

Mais cara, porém boa

Hoje, (3) é a data limite para que os produtores de combustíveis atendam à missão de produzir a nova gasolina a ser vendida no País. Com especificações aprimoradas, um dos objetivos é a melhora no consumo dos veículos. Outro ponto é a redução na emissão de poluentes.

Conforme noticiado pelo Jornal do Carro, as novas normas estabelecidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na Resolução nº 807/2020 determinam novas especificações para a gasolina. A finalidade é aumentar a qualidade do combustível e dificultar a adulteração.

Existem dois parâmetros de octanagem – MON (Motor Octane Number) e RON (Research Octane Number). No Brasil, só era especificada a octanagem MON e o índice antidetonante (IAD), que é a média entre MON e RON. O valor mínimo de octanagem RON, para a gasolina comum, será 92, a partir de hoje (3), e 93, a partir de 1º de janeiro de 2022. A gasolina premium, também a partir de hoje, fica em 97.

Além de estabelecer as novas especificações da gasolina, a Resolução determina, ainda, as obrigações quanto ao controle da qualidade. O lado B da história é que a gasolina ficará mais cara.

Importadoras já estão pagando cerca de R$ 0,07 a mais pelo novo combustível. Ou seja, o repasse certamente, será feito ao consumidor. E não deverá ser de apenas R$ 0,7.

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